Uma pesquisa é uma foto de um momento. A pergunta interessante, anos depois, é o que aquela foto já mostrava — e onde ela errou. Voltamos a três décadas de transcrições datadas e conferimos. Cada peça declara seu método: que tipo de estudo, quantas pessoas, quando, e o que os dados não conseguem dizer. Clientes, marcas e participantes nunca são identificáveis.
Descreveram o cartão como dispositivo de segurança antes de status. Oito anos depois, as transcrições se leem como uma especificação do que os pagamentos no Brasil viriam a ser — e uma coisa de que tinham certeza estava errada.
Fizemos grupos sobre filmadoras. A frase que encerrou a categoria foi dita naquela noite — de passagem, enquanto se falava de bolsas.
Donos de academia e professores previram a década seguinte do fitness no Brasil. Acertaram o mecanismo e erraram quem seria prejudicado.
As entrevistas encontraram um novato cauteloso. O clustering, rodado depois sobre os dados quantitativos, devolveu um grupo de 37% que era a mesma pessoa. Os dois métodos concordaram — e os dois deixaram passar o que viria a ser 90% do mercado.
Como a medicação para emagrecer reorganiza os rituais alimentares brasileiros — e o que as pessoas escolhem não contar para a família. Campo ainda não realizado.